Visões de Espiritos
Sabiamente Francis Bacon, escrevendo sob o pseudônimo de “William Shakespeare” nos legou o seguinte pensamento: Existem mais mistérios entre o céu e a terra do que supõe vossa vã filosofia. Isto nos lembra que ainda resta muita pesquisa a ser feita, e paralelamente a necessidade da humanidade “amadurecer” espiritualmente, para que enfim possa alcançar o grau de discernimento que lhe permita compreender a realidade ultima dos fatos. Por isso, vamos comentar várias possibilidades, esperando que alguma delas encontre ressonância em sua consciência.
Excluiremos a possibilidade der ser um fenômeno puramente físico. Apenas mencionamos essa possibilidade, porque houve casos em que condições químicas/ fisiológicas do cérebro, e mesmo psicológicas, que lhe são associadas, provocaram visões lúcidas, em pessoas que estavam em estado de vigília. A despeito do seu grau de realismo, essas visões só tinham existência na consciência dos que as vivenciaram, sem que isso estivesse associado a nenhum distúrbio sério de personalidade.
O universo todo é composto de energia vibrante, que ao se condensar, forma o mundo material, inclusive o corpo que usamos. Um atributo dessa energia, é que ela possui um campo magnético(que vai além do plano físico), uma aura que registra todos os acontecimentos que interagem em seu campo de atuação. È como se fosse uma memória que fica associada aos objetos, construções, lugares, etc. Quanto mais emocionalmente intenso for um fato verificado em determinado local, mais forte aquele acontecimento fica impregnado ali. Sob certas condições, ainda pouco conhecidas, esses eventos se “apresentam” a pessoas sensíveis, que os vivenciam como fatos ocorrendo naquele momento. Houve um caso em que um rapaz estava num porão de uma casa, quando escutou um toque de corneta. Em seguida, uma legião romana inteira passou desfilando por ali, indiferente ao seu apavorado espectador. Pesquisa posterior revelou que um exercito romano realmente passou por ali em tempos antigos a caminho da batalha, e as emoções irradiadas deixaram suas marcas, que foram ativadas naquele instante. Este único exemplo, sintetiza vários casos, que a despeito de parecerem reais àqueles que julgam ver entidades, são somente cenas do passado, destituídas de consciência. É como se fosse um filme gravado em Dvd. O DVd não possuí consciência ou intenção, mas ao ser posto para rodar revela imagens de pessoas c/ sons e movimentos, que por mais realistas que sejam, são completamente indiferentes a nós.
Vamos mencionar, a titulo de curiosidade, o seguinte método de “criar” espíritos. Antigamente os devotos de algum culto, adoravam a imagem de um deus. Ao visualizarem coletivamente esse deus, e lhe dedicarem sua fé e moções, acabavam por criar no plano astral uma imagem do personagem idealizado, que magnetizado pelas emoções c/ que era carregado, acabava por adquirir certa existência independente dos fiéis. Claro que c/ a interrupção do culto, essa imagem, depois de um tempo mais ou menos longo acaba por se dissipar. Mencionamos esse exemplo, porque os tibetanos desenvolveram a arte de criar essas entidades, que denominaram “tulpas”. Foi feito no ocidente um experimento semelhante por cientistas que criaram uma entidade dessa forma, que se manifestava produzindo inclusive efeitos físicos(telecinéticos).
Individualmente, quantas “criaturas” criamos, em momentos de fortes emoções que semelhante a bolhas de sabão, flutuam por aí até se dispersar? Imagine porém essa situação a nível de coletividade, com uma constante alimentação emocional. Existe uma médium que chegou mesmo a receber mensagens da boneca Barbi.........
Voltemo-nos agora para nosso aspecto interior. Nossa personalidade é um agregado (soma) de todas as personalidades que vivenciamos em vidas passadas. Acontece as vezes de uma delas permanecer “dissociadas” das demais. Em nosso interior vivificamos essa dissociação como se fosse outra entidade “fora” de nós, com aparência e traços de caráter aparentemente distinto de nós, com as quais podemos manter contato como se fosse outra pessoa. Levado a extremos, essa condição explica muitos casos de “possessão” que se enquadram nessa categoria. O indivíduo em crise é “possuído” por ele mesmo, ou por algo que ele rejeita em sí , mas que é parte de sí, necessitando não ser “expulso” , mas compreendido e integrado a sua personalidade total.
Vamos entrar agora num terreno um pouca mais “tangível” . Nossa alma tem uma natureza imaterial, de tal modo que, é absolutamente impossível para ela se ligar diretamente ao corpo físico. Para isso ela se utiliza de um veículo chamado de “corpo astral”, que devido a sua natureza semi-material (intermediária) permite que essa ligação seja feita. È como se nossa alma “vestisse” esse corpo astral para poder em seguida entrar no corpo físico. Muitas visões de “fantasmas” são na verdade percepções desse “veículo astral” que podem ser projetado para fora do corpo físico nas seguintes condições:
De pessoas vivas:
Por ocasião do sono;
Efeito de drogas;
Acidente, que provoque estado de choque/coma;
Voluntariamente, mediante treinamento adequado
De pessoas “mortas”:
Por ocasião da “morte”, durante alguns dias, a alma de posse de seu “astral” fica nas proximidades dos familiares, até que chegue a hora de se desprender desse “corpo astralino” para se elevar a outros planos. Uma exceção a essa condição, é quando o falecido esta “agarrado” a vida material e não se permite ir, ficando durante algum tempo retido, em nosso meio. Muitas vezes esta incosciente do fato de ter “morrido”, não estando imbuído por nenhum objetivo maléfico como as vezes ouvimos falar. Façamos a seguinte analogia: Após um dia de trabalho, quando o sol se põe, a natureza nos convida a dormirmos, para nos renovarmos. Podemos voluntariamente protelar esse sono por horas, ou até mesmo por dias. Mas as exigências da natureza se tornam cada vez mais fortes até acabamos dormindo. Semelhante a esse exemplo, o “falecido” cedo ou tarde acabara se deixando levar outro nível de existência.
O corpo astral (chamado pelos espíritas de “perispírito”) despreendido da alma, fica flutuando por aí, as vezes atraído por lugares famíliares, portando resquícios de memória de seu antigo ocupante e sendo perceptível por pessoas sensíveis. Embora pareça “vivo” e interativo, é como se fosse um programa de computador, não sendo absolutamente a “alma do falecido”, que não se encontra mais aí. Pode ser contatado por pessoas que, dotadas de boa intenção, dizem ter se comunicado o espírito do parente/ amigo.
Dentro desse dois exemplos, lembramos do seguinte fato ocorrido, e mostrado no programa fantástico, a vários anos. Uma família que habitava em uma casa popular, passou a ter visões de espíritos. A escavação feita no local, revelou que aquele terreno era local de “desova” de pessoas assassinadas por quadrilhas. Foram desenterrados ossos de dentro da sala de estar. Após o susto inicial, a família passou a aceitar aqueles fenômenos como coisas triviais. As crianças relatavam que ao assistirem televisão até tarde viam entidades se materializarem ao seu lado. E falavam com tamanha naturalidade, que parecia que essas “aparições” já faziam parte da família.
Retomando o assunto, a Tradição esotérica afirma que um espirito, após ter abandonado seu corpo astral, acha-se impossibilitado de “descer” a esse plano, seja por que motivo for, nem mesmo para contato. Somente quando chegar a hora de voltar a esse plano é que a natureza providencia outro “corpo intermediário” para reencarnar novamente. A exceção a essa regra, é quando o ser em questão é altamente evoluído e consciente de sua natureza divina, podendo “transitar” entre os planos. E estando encarnado, pode contatar os habitantes dos diversos planos, cuja realidade, está “aberta” diante de sí.
Se afirmamos que os espíritos desencarnados não podem vir até nós, isso não significa que nós não possamos “ir” até eles. Mediante estado meditativo ou durante o sono, o nosso intenso desejo pode nos guiar até eles, e embora possamos não lembrar do contato, permanecera uma sensação interior de que houve uma comunicação. As vezes os desencarnados podem emitir um pensamento (ou um sentimento) suficientemente forte para ser captado pelo sensitivo, cuja mente subconsciente lhe “confere” uma “forma” para ser compreendida pelo consciente.
E se você compreender que o além não é um lugar, mas uma “condição vibratória”, também compreendera que estamos “cercados” de espíritos, que estão tão insconscientes de nós, quanto nós deles, mas que a nossa consciência, tem a prerrogativa de em certas circunstancias se sintonizar com algumas entidades desses planos que guardam algum grau de afinidade conosco. Existem seres inteligentes que nuca foram humanos, nem estiveram encarnados. Eles vivem outros ciclos e ignoram que possam existir criações diferentes deles próprios e de seu ambiente. E um contato conosco, pode deixa-los tão assombrados , quanto nós poderíamos ficar com eles. Mas em suma, podemos dizer que o contato depende, nesses casos, de nossa preparação e afinidades. Mas não há nada a temer, porque em todos os planos existem seres que, tal como nós, estão em processo de aprendizagem e evolução para a perfeição de suas naturezas.
Como podemos ver, cada um desses princípios, requer um aprofundamento maior, que não pode ser feito em poucas frases. Existem ainda outras possibilidade, que também necessitariam maior desenvolvimento. Talvez vc necessite fazer uma pesquisa mais ampla do fenômeno, a fim de criar as bases sobre as quais, no devido tempo, assentara uma compreensão mais madura da sua experiência em particular. Por isso continue a sua busca, guiada pela intuição, porque o desejo de compreensão, mantido na mente, atraíra as condições que favorecerão seu aprendizado. Citamos algumas obras em que vc poderá aprofundar alguns dos pontos abordados acima e de outros mais .
Novas mensagens do Sanctum Celestial por Raymond Bernard
Editora Renes
Fragmentos da Sabedoria Rosacruz – por Raymond Bernard
Editora Renes
Um habitante de dois Planetas - por Philos, o Tibetano
Ordem Rosacruz - AMORC
Obras de Rudolf Steiner
Colaborador: Marcelo Budek